BIGUAÇUENSE LUTA PELA CONSTRUÇÃO DO CEPON

BIGUAÇUENSE LUTA PELA CONSTRUÇÃO DO CEPON

Desde 1999 o Hospital do Centro de Pesquisas Oncológicas, Cepon, de Florianópolis está em obras, no entanto, mesmo passando por diversos governadores a sua reforma não chega ao fim. Hoje no local, a área de internações, centro cirúrgico e a UTI não funcionam,segundo relata o paciente, João Vianei, de 46 anos. “A impressão que dá é de total abandono”, desabafa ele. Para João, as pessoas possuem uma ideia errônea de que o Cepon é apenas para pessoas com câncer. “Na realidade a partir do momento que aqui não funciona, prejudica os demais pacientes, pois estes vão procurar atendimento em outros hospitais”, conta o cidadão biguaçuense que já procurou respostas para saber sobre o andamento da obra.”Tem ambulatório, quimioterapia, radioterapia que são feitos aqui, mas exame de sangue tem que ser feito fora”, diz João. São 74 leitos na internação e centro cirúrgico, que está criando poeira em cima. Segundo a Secretaria de Saúde com 15 milhões de reais a obra fica pronta, por isso, o cidadão biguaçuense intensificou sua luta a partir do momento que os deputados estaduais devolveram, no ano passado, 40 milhões de reais em sobra do orçamento. “Mandei um e-mail para os 40 deputados, mas só três me responderam, e desses um apenas fez algo concreto, que foi o deputado Reno Caramori, do PP”, diz João.

Segundo o cidadão foi sugerido um indicativo na mesa e foi aprovado, e o mesmo mandado para o governo do estado. O indicativo pedia que o governo desse explicações oficiais sobre o que foi feito e o que faltava ser feito no Cepon. Mas a resposta foi protocolar e evasiva, sem definição.

“Comecei a liderar o movimento porque senti na pele”

O biguaçuense luta pelo término das obras e não é só da boca pra fora. Ele criou, inclusive, um movimento na internet, e já apareceu em diversos meios de comunicação levando o problema para a sociedade, e é esta que ele pede mais apoio ainda. “Não podemos admitir isto. São 13 anos para fazer uma obra. Uma pessoa que tem dinheiro depois da internação logo faz os exames e tem o resultado”, comenta João Vianei. A força de vontade em lutar por isto aconteceu porque ele sentiu na pele o que é receber um diagnóstico de câncer e não ter estrutura para ser atendido. “Em 2009 comecei a sentir uma dor muito forte, de um dia para o outro, então fui internado no Hospital Florianópolis. Lá fiquei 48 horas, e recebi o diagnóstico que estava com câncer. A partir daquele momento eu comecei a viver uma realidade que não conhecia e nem culpo ninguém de não conhecer: que é o descaso com o paciente de alto custo, precisamente em função desta obra”, relata João. Para ele o câncer não é um diagnóstico de sentença definitiva de morte, pois 60% dos casos são curáveis. O grande problema é sim, o tempo que o paciente demora para ter o primeiro atendimento.

Se você quer fazer parte desta campanha entre em contato com João pelo telefone: 9941-7054 ou pelo e-mail: j.vianei@ig.com.br

A campanha pode ser vista pelo facebook no perfil do usuário João Vianei, no canto esquerdo da página: Movimento pela Conclusão do Cepon.

Tudo de alta tecnologia

João conta ainda que o que tem pronto no Cepon é de alta tecnologia. São camas de primeiro mundo, acabamento de paredes bom, uma estrutura como ele define de “cinema”. Mas tudo criando poeira. “Eles dizem que nenhum paciente deixa de ser atendido, mas o problema é virar paciente do Cepon”, diz o biguaçuense que vê pacientes vindo de várias regiões do estado.

Ambulâncias trazem os mesmos para a quimioterapia e depois eles precisam voltar. Para João isto não é certo. É preciso o acompanhamento do médico, caso algo dê errado no tratamento. “Os pacientes não podem reclamar do atendimento que tem aqui, a luta é pela estrutura. É preciso que a pessoa fique internada”, diz. A direção do hospital é definida por ele como qualificada,mas o dinheiro é que não “dá para fazer nada”. São seis meses sem qualquer investimento no local.

Leia mais em www.jbfoco.com.br

 

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