PARENTES CONDENAM POLICIAL ACUSADO DE ABUSO SEXUAL

Arlindo Neis nega ter feito “carícias” íntimas em três crianças e uma jovem com necessidades especiais

Arlindo Neis: acusaçõe

ACUSAÇÕES – O 3° Sargento da Polícia Militar, Arlindo Neis, 47, alegou na imprensa estadual que é inocente das acusações movidas contra ele por cunhados. Neis é acusado de ter supostamente abusado com carícias indecentes de quatro garotas, entre as quais três menores de idade. O JBFoco conversou com dois cunhados de Neis, um deles, inclusive, é o pai de uma das crianças e este observou: “Eu não perdoo o que esse infeliz fez com minha filha. Não importa se a justiça vai inocentar ou não. Ele morreu pra nossa família.” Como é irmão da esposa de Arlindo, o entrevistado, cunhado do acusado, pediu para seu nome não ser revelado. “Por enquanto, porque minha irmã está passando muito mal com essa história. Nossa família está arrasada. Não imaginávamos uma coisa dessas”, disse. Segundo essa fonte, Arlindo teria abusado de três meninas de idades de 8 a 12 anos, além de uma jovem com problemas mentais de 24 anos de idade. As crianças são parentes do acusado. “João” conta que o caso foi descoberto porque as vítimas contaram a seus pais sobre o ocorrido. Segundo informações, não houve relações sexuais com penetração. O caso está sendo investigado, mas, segundo a versão das menores, Arlindo teria passado a mão nas partes íntimas das meninas. “Em duas delas, ele chegou a tocar na genitália e depois do ato, passava os dedos na boca”, disse João. Em uma dessas, o acusado teria penetrado com o dedo a vagina da criança e machucou o hímen, porém sem rompê-lo. Já em outra criança, mais velha, oriunda de Blumenau, os toques teriam sido feitos por cima da roupa. “Todas elas eram ameaçadas por Arlindo para que não contassem o ocorrido para seus pais. Com a garota mais velha ainda não se sabe exatamente o que aconteceu”, disse o cunhado. “João” não se conforma com a situação e desabafa: “Se ele é inocente como diz ser, que se apresente, não se esconda como vem fazendo”. Em seguida, observou: “Se ele fizesse alguma coisa com minhas filhas, eu faria justiça com as próprias mãos”.

 

PAI DE UMA DAS MENINAS ACUSA ARLINDO DE ABUSO

DEPOIMENTO- O outro entrevistado, pai de uma das crianças, também trataremos com um nome fictício. Chamaremos este de “Pedro”. Ele é pai da menina de oito anos. Segundo “Pedro”, a indecência em sua filha teria acontecido em outubro de 2011, mas foi descoberto apenas em janeiro de 2012. A filha de “Pedro” revelou que o abuso com ela aconteceu em uma festa de família, na casa do próprio Arlindo. “Ele se juntou às crianças que brincavam na casa da frente e cometeu o ato indecente num canto. “O que me revoltou foi saber que ele teria, depois de introduzir o dedo na parte íntima da minha filha, lambido o dedo. Nessas horas eu não sei qual será minha reação se eu vier a vê-lo na minha frente”, observou. O pai reforça a informação dada pelo cunhado de que Arlindo ameaçava as crianças de batê-las caso contassem aos seus pais. Já com a garota de Blumenau, que também é parente de Arlindo, o caso teria acontecido em Palmas, Governador Celso Ramos. “A sobrinha havia vindo passar as férias com Arlindo e a esposa e em uma ocasião em que a esposa dele pediu que a menina fosse ao supermercado, Arlindo foi atrás. Na volta do mercado, ele havia comprado um picolé para ela, pediu que ela sentasse num muro, localizado em um corredor ao lado do mercado Gaivotas e ali praticou mais um de seus abusos”, disse. Foi ouvindo essa revelação em janeiro que a filha de “Pedro” também resolveu falar. “Ela estava aparentemente com muito medo de contar”. A terceira menina seria uma afilhada de Arlindo. “Pedro” conta que ela pelo menos um dia da semana ia à casa deles, e que Arlindo chegava a pegar a menina na escola.  ”Essa garota chegou a contar que ele praticava o abuso sexual desde que tinha 7 anos. Essa garota está completando 9 neste ano”, comentou.

CUNHADOS DETESTAM ARLINDO

RELACIONAMENTO RUIM – Ambos os entrevistados afirmam que o policial era extremamente agressivo e tinha o hábito de beber quando não estava em serviço. “Era de fazer muita confusão. Ele arrumou algumas brigas em festas de família e nós não nos dávamos bem com ele”, disse um dos entrevistados. Há aproximadamente dez anos, segundo um dos parentes, algo parecido aconteceu. Segundo cunhados, a mãe de uma criança denunciou o policial por cometer o mesmo crime em sua filha, na época criança. Como a mãe da garota tinha deficiência mental, o processo não foi levado adiante e foi arquivado.As vítimas do atual crime estão realizando corpo de delito, a polícia está investigando o caso e ouvindo-as e a garota de Blumenau veio para Biguaçu realizar o exame.

Para mais informações acesse o site: www.jbfoco.com.br

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